A INFLUÊNCIA DOS MAÇONS NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: O maçom como agente civilizatório na hipermodernidade digital
Iomar Araújo Rodrigues
Resumo
O presente artigo científico propõe uma análise filosófica, sociológica e civilizatória da influência da Maçonaria na sociedade contemporânea, especialmente no contexto da hipermodernidade digital e da aceleração informacional. A pesquisa fundamenta-se em metodologia qualitativa, hermenêutica simbólica e revisão bibliográfica crítica, articulando a tradição filosófica do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), especialmente sob a ótica do Grau 33°, com aportes sociológicos contemporâneos, notadamente as teorias da modernidade líquida e da hipermodernidade. Investiga-se a hipótese central de que o maçom contemporâneo, formado por uma pedagogia iniciática simbólica, atua como agente civilizatório silencioso em uma sociedade marcada pela fragmentação axiológica, hiperconectividade digital e crise de referenciais éticos. O estudo demonstra que a influência maçônica não se manifesta por protagonismo institucional, mas por densidade ética, formação moral e responsabilidade civilizatória, evidenciando a atualidade da filosofia iniciática do REAA como matriz de equilíbrio social na era digital.
Palavras-chave
Referências
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
CAMINO, Rizzardo da. A Maçonaria e sua Filosofia. São Paulo: Madras, 2006.
ELIADE, Mircea. Ritos e Símbolos de Iniciação. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
ISMAIL, Kennyo. Introdução à Maçonaria. Brasília: 2018.
LIPOVETSKY, Gilles. A Era do Vazio. Barueri: Manole, 2005.
MACKEY, Albert G. The Symbolism of Freemasonry. New York: 1869.
PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite. Charleston: 1871.
RAGON, J. M. Ortodoxia Maçônica. São Paulo: Pensamento, 2012.
Submetido em:
26/02/2026
Revisado em:
02/03/2026
Aceito em:
02/03/2026
Publicado em:
25/03/2026
